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22 de agosto de 2011


Quando a vida conta uma história, vc deve parar pra ler!!

25 de fevereiro de 2011

Viva Apaixonadamente




É preciso viver apaixonadamente, em qualquer situação, indistintamente.
Seja lá o que for que você faça, empregue toda tua energia e todo teu espírito nesta tarefa. Acredite, se fizeres assim, sentirás prazer até em lavar pratos ou em varrer a calçada, por quê há vida e beleza em tudo, e cada momento é importante, principalmente este que você nem percebe passar e, por favor, largue estes pratos e esta vassoura: há música no ar!
Cante, ainda que desafinado, e dance, mesmo sem saber dançar.
Chore todas as lágrimas que tiver e ria até não mais poder. Ame, perdoe, sinta raiva, chute o balde, faça aquilo que você verdadeiramente tem vontade de fazer. Não é convencional? É arriscado? O que as pessoas irão pensar? Afinal, o que você pretende?
Se você pensa que é maravilhosa a rotina de trabalhar, voltar pra casa, assistir tv, dormir e sair com as crianças no final de semana, parabéns. Você é uma pessoa realizada. Mas penso que até fazer sexo, por melhor que seja, acaba ficando apenas razoável em um ritmo destes.E eu quero o melhor do sexo, o melhor do meu trabalho, o melhor da minha família, o melhor da minha vida.
Se você também quer isso, envolva-se de mágica, deixe fluir a energia que existe em você. O universo inteiro está latente dentro de ti e tudo que você precisa fazer é deixar-se explodir. E quantas coisas surgirão, quanto a fazer, quanto a conhecer. Vá, não olhe pra trás. Não pense em nada, apenas confie em você. Você marchará rumo ao infinito e o que você viverá poderá ser bom ou ruim, nunca se sabe, mas sempre será enriquecedor, não duvide disto. E nunca, nunca se deixe vencer pelo medo, siga em frente.
Ninguém conquista um sonho sem perseguí-lo, ninguém anda uma milha sem dar o primeiro passo. Se ao fim da estrada alguma sombra de arrependimento te atacar, ainda assim levante a cabeça, orgulhe-se por ter tentado, por ter buscado, por ter empregado todas as tuas forças até o último instante.Tanto pior e sempre pior é arrepender-se daquilo que você não fez.
Augusto Branco

21 de fevereiro de 2011

Oportunidade


Estando vivendo na pele isso, li esse trecho e cheguei à conclusao de que as oportunidades existem para serem aproveitadas!
Porque mesmo que não dêem certo, vale sempre à pena tentar!


As Oportunidades são Únicas.


“Um trecho da palestra do famoso navegador Amyr Klink que foi do Pólo Ártico ao Antártico a bordo do seu pequeno veleiro Parati:" ... Já acordado na Antártica, ouvi ruídos que pareciam de fritura: - Será que aqui (no Pólo Sul) existem chineses fritando pastéis?! pensei comigo. Eram pequenos cristais de água doce congelada que faziam aquele som quando entravam em contato com a água salgada. O efeito visual era belíssimo. Pensei imediatamente em fotografar aquele momento, mas falei comigo mesmo: Calma..., você terá muito tempo para fazer isso... Doce ilusão. Nos 367 dias que se seguiram, o fenômeno não se repetiu."

"As oportunidades são únicas!!! Por isso não as desperdice pois raramente elas voltarão..."

18 de fevereiro de 2011

Asa Quebrada

"O pássaro com a asa quebrada nunca mais voará tão alto".
Hezekiah Butterworth


É bem provável que alguém que lê minhas palavras neste momento esteja lutando uma batalha interior contra um fantasma do passado.
O esqueleto em um dos armários do ontem está começando a sacudir cada vez mais alto. Colocar fita adesiva ao redor do armário e mover a cômoda para a frente da porta adianta muito pouco para abafar os ossos barulhentos. Você se pergunta, possivelmente: "Quem sabe?", ou pensa, provavelmente: "Eu já tentei de tudo... não posso vencer... a festa acabou".

A âncora que afundou seu barco está amarrada e presa no fundo. A culpa e a ansiedade estão a bordo apontando para a grande carcaça escura do naufrágio. Elas se encarregam de perfurar buracos de preocupação no seu casco e você começa a afundar. Lá do fundo, pode escutá-las cantando uma velha frase popular "O pássaro com a asa quebrada nunca voará como antes...".

Se você está atravessando essa noite ou alguma vez já viveu esse momento, console-se pensando que esse vácuo é muito importante, uma etapa proveitosa e necessária de nossa jornada. Quando se planta uma árvore, a terra precisa ser revolvida, amainada e preparada antes de novas sementes poderem brotar. Se não for assim, as ervas daninhas destruirão as sementes.

Da mesma forma, para que um edifício novo possa ser erguido, as estruturas velhas, gastas e inúteis, que ainda se encontram no local devem ser demolidas. É necessário abrir espaço para que algo novo e melhor possa entrar em nossa vida. Embora pareça que estamos fora de controle ou submetidos a forças maiores que nós, é importante que lembremos que existe uma sabedoria nos acontecimentos que atraímos para nós. Tudo serve ao aprendizado, ao crescimento, à cura. Deus sempre está muito presente, e nós não estamos sós.

O pássaro voará em altura jamais alcançada. Apenas o fato de um provérbio ser velho não o torna confiável. Há mentiras veneráveis e antigas rodando por aí que são tão perigosas e enganosas hoje quanto no dia em que foram pronunciadas como verdadeiras. Estou falando da frase de abertura deste texto, dita por um homem chamado Hezekiah Butterworth. Ele não acreditava em Deus.

Essa fase pede fé, pede sabermos que tudo, de algum modo, nos encaminha para o melhor. Não é o mundo que está ruindo, mas as ilusões. O mundo de Deus nunca é abalado, pois está assentado em sabedoria e amor, que é a única coisa indestrutível em todo o universo.

Se você se sente desiludido, coragem. Des-ilusão significa o término de uma ilusão. Desiludir-se é a melhor coisa que pode acontecer a qualquer um. Significa que algo falso foi desfeito e que a verdade está disponível para ser descoberta. A verdade sempre cura. Só a ilusão é dolorosa. Portanto alegre-se, orgulhe-se, pois você teve a coragem de aprender uma lição capaz de desmoronar a ilusão e substituí-las por força e sabedoria maiores. Os sofrimentos e adversidades podem ferir nossas asas, mas jamais nos impedirá de alcançar as alturas sublimes.

Por:
Daniel C. Luz
Autor dos livros Insight I e Insight II DVS Editora

16 de fevereiro de 2011

Não retenha LIIIIXOOOOOOOO

Seu corpo é uma cidade cheia de bem e mal; você é o rei desta cidade, e seu intelecto é seu melhor conselheiro"
São Lucas












Antes de começar a receber idéias, coisas e pessoas novas em sua vida, é essencial que você abra espaço para elas.

E isso significa jogar fora tudo o que você não usa mais, não precisa ou não gosta.

Se estivesse redecorando sua casa, você removeria todas as coisas velhas antes de arrumar os móveis novos em seus lugares... É a mesma coisa com sua vida. Atravancamento, tanto físico como emocional, toma espaço e bloqueia o caminho, impedindo coisas novas de entrar. Assim, seja implacável no que diz respeito a livrar-se daquilo que já não lhe serve mais.

Você já ouviu falar do "Pelicano"? O "Pelicano" é o navio mais indesejado do mundo. Desde 1986 ele tem sido o errante dos mares. Ninguém o quer. O Sri Lanka não o quer. As Bermudas não o querem. A república Dominicana o expulsou. A mesma coisa fizeram a Holanda, as Antilhas e Honduras.

O problema não é o navio. Embora enferrujado e inoportuno, o cargueiro de 466 pés apresenta boas condições de navegação. O problema não é a documentação do navio. Os proprietários atualizaram a licença e as taxas foram pagas.

O problema não é a tripulação. Eles podem sentir-se indesejados, mas não são ineficientes. Então, qual é o problema? Qual é a causa para anos de rejeição?
Recusado no Sri Lanka. Expulso na Indonésia. Rejeitado no Haiti. Por que o "Pelicano" é o navio mais indesejado do mundo?

É simples. Ele está cheio de lixo. Quinze mil toneladas de lixo. Cascas de laranja. Garrafas de cerveja. Jornais. Restos de cachorros-quentes. Lixo. O lixo do longo verão da Filadélfia em 1986. Foi quando os trabalhadores municipais fizeram uma greve. Foi quando o lixo cresceu mais e mais. Foi quando o estado da Geórgia o recusou e Nova
Jersey não o quis. Ninguém quis o lixo de Filadélfia. Foi assim que o "Pelicano" entrou em cena.

Os proprietários pensaram que ganhariam um dinheiro fácil com o transporte do lixo. O material foi queimado e o navio foi carregado com as cinzas. Mas ninguém as quer. No inicio, o problema era sua grande quantidade. No final era um lixo muito antigo. Quem vai querer lixo potencialmente tóxico?

A situação do "Pelicano" é uma prova. Navios cheios de lixo encontram poucos amigos. A situação do Pelicano é também uma parábola. Corações cheios de lixo não têm melhor sorte.

Imagino que alguém pode se comparar ao "Pelicano". Será que você também é rejeitado no cais? Será que está navegando para longe dos seus amigos e da sua família? Se for assim, você deve verificar a bagagem que está em seu coração. Quem vai querer oferecer espaço no cais para um coração que não tem mais espaço para nada e cheira mal?

A vida tem seu próprio modo de descarregar o seu lixo em casa ou no convés de nosso navio. O seu marido trabalha muito. A sua esposa reclama muito. O seu chefe exige muito. Os seus filhos choramingam muito. O resultado? Lixo. Cargas e mais cargas de ira. Culpa. Pessimismo. Amargura. Intolerância. Ansiedade. Decepção. Impaciência.

Tudo isso vai se acumulando. O lixo nos afeta. Contamina nossos relacionamentos. Mantenha o lixo a bordo e as pessoas sentirão o seu mau cheiro. Os problemas do "Pelicano" começaram com o primeiro carregamento. A tripulação deveria tê-lo rejeitado desde o inicio.

A vida de todos a bordo teria sido muito mais fácil se não tivessem permitido que o lixo se acumulasse. Como você poderia mudar a situação do "Pelicano"? Mudando seu carregamento. Encha o seu convés e os seus depósitos com flores ao invés de lixo, com presentes ao invés de cinzas, e ninguém recusará o navio. Mude o carregamento e você mudará o navio.

Para o que, ou quem, você precisa dizer "não"? O que ou quem você meramente tolera? Está na hora de terminar um relacionamento que o desgosta? De recusar-se a fazer favores que até agora fez porque sentia obrigação? É importante limpar tudo. Talvez essa idéia o assuste, mas depois que tudo estiver em ordem, você sentirá um enorme alívio.

"Como nós somos produtos da natureza não
há defeito que não possa se tornar uma
virtude, nem uma virtude que não possa se
tornar um defeito."
Johann Goethe

Por:
Daniel C. Luz
Autor dos livros Insight I e Insight II DVS Editora

Hemorragia da Alma e S I L E N C I O S A...


Não há nada que cause mais amargura do que a auto-depreciação. Um sentimento que nos impede de sermos felizes, esta terrível doença atinge a todos e poderia ser diagnosticada como "síndrome do coitadinho".

Nos casos mais dramáticos nos persuade a olharmos sempre para dentro de nós ao invés de olharmos externamente e para o horizonte. Sussurra pequenas coisas em nossos ouvidos. Lembra-nos do quando somos depreciados e maltratados. Importantes, mas, ainda sim, desprezados. Dotados, mas ignorados. Capazes, mas não reconhecidos. Brilhantes, mas eclipsados.

Se eu tivesse que escolher uma cor para auto-depreciação eu escolheria o preto azulado e o roxo de um hematoma feio. A auto-depreciação é como uma mancha que aparece na superfície de nossas vidas ou nos nossos corpos: um sinal avisando que algo sério está acontecendo em um nível mais profundo. Temos hematomas quando sangramos por dentro.

Uma das maneiras mais horríveis de morrer é pela hemorragia interna, o sangramento incontrolável dentro do corpo, traiçoeiro porque geralmente é indolor. Não há pistas visíveis mostrando o gotejar minúsculo que começa quando um pequeno vaso sangüíneo rompe até se tornar uma inundação fatal.

A auto-depreciação é a silenciosa hemorragia da alma. Você não sente ou não vê a força da vida escapando, até que ela não esteja mais ali. Então, é tarde demais.

Esta astuta enfermidade desliza para dentro do escritório do leal empregado que não foi promovido. Olhando de sua mesa imersa em papéis, a sua mente de repente é inundado com o lado da pena de si próprio: "ninguém liga pra você, encare a realidade. Nunca será promovido". Para o desempregado diz: "Sem chances!".

O impacto mais prejudicial da auto-depreciação é o seu final. Uma carranca dentro de pouco tempo substituirá seu sorriso. Então você acredita que não pode vencer porque tem maus antecedentes; porque sua família é numerosa; porque você "não conhece ninguém" ou se casou com a pessoa errada; talvez você esteja gordo demais ou fraco demais; não tem dinheiro, não tem talento, tem muitas dívidas, não está seguro de si; é muito feio, branco demais, moreno demais, sua altura é pouca, tem um nariz muito grande. Pretextos. A lista de desculpas que as pessoas inventam poderia encher um livro. Tudo bem, algumas podem até ser verdadeiras, mas nenhuma vai trazer sucesso ou dinheiro. Mas, certamente, entorpeceriam a luta para consegui-lo.

Em geral, as desculpas são algo que mascara sentimentos de dúvida. Tenhamos em conta que ninguém tem um complexo de inferioridade quando nasce. Isso é algo que se desenvolve com o tempo. Como na verdade ninguém é inferior por natureza, estes sentimentos podem ser vencidos reinstaurando-se a confiança em nós mesmos.

Nunca lhe ocorreu que o fracasso pode ser um excelente professor? Muitas das histórias dos grandes vencedores tiveram origem em desastres pessoais. São muito poucas as pessoas que venceram, em qualquer campo que seja, que não tiveram que enfrentar o fracasso e repúdio em algum momento de sua vida. Tornaram-se notáveis porque tinham confiança em si, porque eram secundadas pelo valor de suas convicções e porque se apoiavam na sua capacidade de se levantarem depois de caírem. Seriam, por acaso, essas pessoas inferiores só porque fracassaram alguma vez ou tinham qualquer limitação? Claro que não.

Se você não se livrar da sua "síndrome de coitadinho", de suas desculpas descabidas, complexos torpes e sentimentos de inferioridade ou de incapacidade, é claro que certamente morrerá. E morrerá de hemorragia da alma. Sem uma única gota de
alegria.

Por:
Daniel C. Luz
Autor dos livros Insight I e Insight II DVS Editora

A amiga mudança...






Mudança. Espero que esta palavra não o assuste, mas o inspire. Hebert Spencer disse: "Um ser vivo se distingue de um morto pela multiplicidade de transformações que se realizam nele em todo momento".



A mudança é a evidência de vida. É impossível crescer sem se transformar. As pessoas que não conseguem mudar de mentalidade não conseguem mudar nada. A verdade é: a vida está sempre em algum ponto de mutação.

O que as pessoas querem é o progresso, desde que o obtenham sem mudança. Impossível! É preciso mudar e reconhecer que a mudança é nossa grande aliada. O indivíduo que nunca muda de opinião jamais corrige seus erros. O fato é que o caminho do sucesso está sempre em construção.

A fórmula de sucesso de ontem em geral é a receita do fracasso de amanhã. Reflita no que Thomas Watson, fundador da IBM Co., disse: "o mercado mundial tem capacidade para cerca de cinco computadores pessoais". Onde estaria hoje a IBM se o Sr. Watson não estivesse disposto a mudar?

Não se pode vir a ser aquilo a que se está destinado, permanecendo aquilo que se é. John Patterson disse: "Só os tolos e os mortos não mudam de mentalidade. Os tolos não mudam. Os mortos não conseguem". Se você não leva em consideração a necessidade de mudança, pense nisto: quanta coisa você já viu que mudou só no ano passado? Quando você se transforma, as oportunidades se transformam. O mesmo tipo de pensamento que o levou onde você está, não o levará necessariamente aonde você quer ir.

Não tenha medo da mudança, pois ela é uma lei imutável do progresso. O homem que emprega métodos de ontem no mundo de hoje não estará mais no mundo dos negócios amanhã.

Quando se rompem tradições e modelos, surgem novas oportunidades. Defender seus erros e suas faltas apenas prova que você não tem intenção nenhuma de abandoná-los. Todo progresso se deve àqueles que não ficaram satisfeitos com o "assim está bom". Estas pessoas não tiveram medo de mudar. A mudança não é nenhum inimigo - é sua amiga.

Por:
Daniel C. Luz
Autor dos livros Insight I e Insight II DVS Editora

A dor da separação


Quem está passando por uma separação parece que tudo se torna difícil de ser realizado. Perde-se a vontade de fazer qualquer coisa que seja por si mesma, ainda mais participar ou manter uma reeducação alimentar.

Isso pode ocorrer porque a pessoa acaba por se sentir tão sem valor, que não encontra forças para fazer algo por ela ou ainda, não acredita ser merecedora de nada que possa fazê-la sentir-se bem, como se houvesse uma culpa oculta por seus sentimentos. Mas podemos, e devemos, fazer algo para que consigamos suportar esse momento tão cruel e que parece não ter fim.

Separar-se de quem se ama não é uma tarefa das mais fáceis. É um momento de muita dor, como se tivessem atingido a nossa própria alma, que agora sangra de tal forma que parece não irá se cicatrizar nunca. As emoções ficam mais expostas e a razão parece sequer existir. Ficamos totalmente sem defesas e, assim, sem proteção. E o que mais nos pedem é que sejamos racionais. Como, quando tudo é sentido com tal intensidade que parece não existir espaço para a razão?

Quando a decisão pela separação é tomada pelos dois, que concordam ser esse o melhor caminho por não haver mais amor, respeito, amizade, objetivos em comum, já é difícil por todo o processo em si que envolve esse momento. Mas existem casos em que a separação acontece quando um, ou muitas vezes, os dois, ainda se amam, mas determinada situação os forçam a se separar.

Ou, ainda, há aquelas que são literalmente abandonadas, sem sequer ter participado da decisão ou sabem os reais fatores que levaram o outro a ir embora. O fato é que a separação quando existe amor é uma fase que machuca demais os envolvidos, não atingindo apenas quem já não sente mais amor, ou quem já está com outra pessoa em seu coração.

Para quem ainda ama, requer muito esforço voltar a sentir prazer pela vida. Afinal, que vida, se sentimos que quem foi levou um pedaço de nós? Dizem que o tempo é o melhor remédio, mas o tempo parece se intensificar e prolongar ainda mais o que tanto dói.

Hoje, sequer existem amigos para dividir esse momento e, muitas vezes, não há família, ou seja, não há ninguém com quem dividir a tristeza, a saudade, com quem falar das dúvidas e perguntas sem fim. Não há quem suporte ao nosso lado e preencha esse vazio tão intenso deixado por quem se foi e por tudo que se acreditou.

É exatamente isso que dá a sensação de vazio, os planos feitos, os sonhos que jamais serão realizados, ao menos com quem se acreditou que seriam. Tudo isso acabou! Acabou o nós e é preciso de novo voltar a dizer eu. Não há mais a nossa casa e sim, a minha. Não há mais as ligações diárias, os jantares a dois, os momentos de prazer, as preocupações divididas. Tudo agora terá que ser feito só.

A certeza de ter alguém que nos espere, que se preocupe, que nos ame, nos dá muitas vezes a segurança para continuar mais um dia e, que, de repente, não sentimos mais. Ficamos inseguras, frágeis, sensíveis e apenas com uma certeza: não somos amadas como esperávamos ser. E isso acaba por se refletir em todas as outras áreas de nossa vida, comprometendo nossa concentração, criatividade, o trabalho e até a própria saúde.

A tendência nesse momento é lembrar apenas de tudo que havia de bom, dos momentos de alegria. Mas será que era mesmo assim? Se fosse, haveria a separação? É preciso analisar todo o relacionamento para identificar o que era desejo, idealização e o que era realidade. A outra pessoa estava correspondendo aquilo que você esperava dela?

Será que nos últimos meses tudo era mesmo feito junto e com satisfação para ambos? Quem acabava sempre cedendo para agradar apenas ao outro? Quanto será que você não relevou, deixou para lá, não esperou que o outro mudasse? Quais eram os motivos dos desentendimentos, discussões e brigas? Os objetivos de cada um continuavam a ser os mesmos? Os valores também?

Existiam demonstrações constantes de amor? Os dois se sentiam amados e valorizados? O que levou ao distanciamento? Havia diálogo, trocas constante de carinho, cuidado com o outro? Ou será que as palavras de carinho começaram a dar lugar a ofensas e mágoas? Algumas palavras ditas ferem como arma afiada que penetram no mais íntimo de nosso ser, provocando feridas invisíveis, mas que dificilmente cicatrizam. Como e quando as coisas mudaram? Por que não se conseguiu evitar a separação?

Acaba sendo instintivo julgar o outro como responsável pelo nosso sofrimento em função de sua ausência. Mas será que agora você não está tão sozinha quando estavam juntos? Todos esses sentimentos, muitas vezes, contraditórios, podem nos deixar mais confusas ainda, quando o que mais precisamos é de serenidade e confiança.

Sentimos medo de errar de novo, de ficar sozinha, de ninguém mais querer dividir a vida conosco. De não ser mais amada, desejada. De não conseguir superar mais essa perda e, assim, nos isolamos, culpamos-nos pelo que fizemos e deixamos de fazer. E tudo parece não ter mais vida e nem sentido para se continuar vivendo. Será que está sentindo tudo isso porque o outro não está mais ao seu lado ou por que abandonou a si mesma há muito tempo?

É importante nesse momento você responder a si mesma todas essas perguntas com sinceridade para que possa entender todo esse processo e voltar a perceber o valor que com certeza você tem. Confrontar-se com os sentimentos que mais doem dentro de você é o caminho mais certo para buscar a força interior que tem e é o que mais precisa nesse momento.


Por:
Rosemeire Zago