18 de agosto de 2010

A música e o bem que ela faz!

Ouvir música pode ter efeitos benéficos para o sistema cardiovascular - mas só se for músicaagradável e da preferência do ouvinte. A afirmação é de um estudo feito por pesquisadores daEscola de Medicina da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Segundo os autores, músicas selecionadas por voluntários entre as que produziam a sensação de bem-estar, ao seremouvidas, ajudaram a promover a dilatação dos vasos e a aumentar o fluxo sanguíneo.

P
or outro lado, músicas consideradas "estressantes" levaram à contração dos vasos e à reduçãono fluxo sanguíneo. "Haamos demonstrado anteriormente que emoções positivas, como o riso, são boas para a saúde vascular. Desta vez, decidimos verificar se outras emoções, como as evocadas pela música, teriam efeito semelhante", disse Michael Miller, um dos autores do estudo. "Como saamos que os indivíduos reagem diferentemente a tipos diversos de música, permitimosque os participantes escolhessem o que queriam ouvir, com base em seus gostos pessoais", disse.

Dez pess
oas saudáveis, não-fumantes, com idade média de 36 anos, participaram em todas as quatro fases do estudo. Na primeira, os voluntários ouviram músicas que trouxeram ou indicaram como favoritas. Na segunda fase, ouviram música que os faziam se sentir ansiosos. Na terceira, foram submetidos a sons destinados a promover relaxamento e, na quarta, a vídeos humorísticos.

Qu
andoo estavam no laboratório, os participantes evitaram ouvir músicas de que gostavam por pelo menos duas semanas. "A ideia era que, ao ouvir as músicas de que mais gostavam, eles tivessem uma dose extra de emoção", explicou Miller. Os participantes foram submetidos a testes para determinar como o endotélio - a camada celular que reveste interiormente os vasos sanguíneos e linfáticos - responde a estímulos variados. O endotélio atua na regulagem do fluxosanguíneo e na coagulação, além de secretar substâncias químicas em resposta a ferimentos ou infecções. Também tem importante papel no desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Segund
o o estudo, o diâmetro dos vasos sanguíneos analisados (no braço) aumentou 26% após afase de audição de músicas alegres e contraiu 6% após os voluntários ouvirem música que os deixavam ansiosos. O aumento foi maior do que nas fases de relaxamento (11%) e de assistir avídeos que estimulavam risadas (19%). Os pesquisadores destacam que a audição de músicas consideradas alegres pode afetar a atividade das endorfinas. "O componente emocional pode ter um efeito de mediação da endorfina. Mas os resultados do estudo ao momento indicam que amúsica pode representar uma nova estratégia preventiva para a saúde do coração", disse Miller.


Fonte: Ciência e Saúde, Portal UOL
http://funcapciencia.funcap.ce.gov.b


17 de agosto de 2010

Coador de Pano


Como todos ( ou ao menos a maioria) sabem,depois de minha GASTROPLASTIA mais que nunca me apaixonei pelo café



Sou amante de café. Só o cheirinho já me faz abrir aquele "SORRISO" e o sentimento de prazer me satisfaz de uma forma gostosa....

Desde as minhas avós o "Coador de Pano" é uma espécie de tradição. Os utensílios domésticos foram se modernizando,mas o bom mesmo é manter viva a tradição de pessoas importantes e experientes.E assim experimentando muitos outris tipos de "COADORES" cheguei à conclusão de que a adoção do "COADOR DE PANO" é a melhor escolha
Ele guarda um gostinho do café anterior e com isso, a tradicional percepção de que "panela velha é que faz comida boa".

Mas requer cuidados. Não dá pra lavar com sabão. Nem guardá-los próximos, um ao outro. Nem deixá-lo molhado em lugar fechado, ou em um lugar qualquer.

Requer cuidados de manutenção. São as condições, para que eu tenha o prazer de tomar aquele café de manhã, com aquele cheirinho, e, acompanhada ou ñ dos prazeres matinais (como a companhia de uma pessoa amada, ou um pãozinho de queijo, daqueles mineiros quentinho saindo na hora do forno) e o famoso elogiar do "huuuuummmm,que beleza de café!

São as condições.

Descobri que a vida também é assim.

A minha, ao menos.

Assim, um coador de pano.

Simples e tradicional. Com um gosto de roça que posso, sem medo decodificar de onde vem, senão de um velho e simples "SÍTIO". Com um quê de classe que nasce exatamente da simplicidade de meus avós maternos . Com um gostinho que é único e que talvez só eu mesma perceba.

Mas requer cuidados, zelo

Muitos.

Cautela, observação e organização.

Senão mofa.

E mofando, rasga, estraga, desfaz.

Aí, só pegando um novo e começado do zero. Desde o primeiro passo, que virá como o coador branquinho, com o gosto básico do que não será como o "ANTIGO" que eu não preservei e sem a referência do passado,ou daquilo e daqueles que trago na minha essência, e até começar a pegar aquele toquezinho especial pode demorar e sei que estaria até perdendo o desfrutar de um prazer inigualável...

Hoje, mesmo de tantos anos, passei café, amnahã se DEUS permitir vou passar o café de novo.

E o coador já está lavado, secando ao ar fresco, sentindo a brisa, o sussurar do vento, amanhã pode até sentir o calorzinho e o brilho do sol.





E o melhor: Esse já está antigo. Mas ainda não rasgou.

PALAVRAS E SILÊNCIO



Há algumas coisas que são lindas demais para serem descritas por palavras. É necessário admirá-las em silêncio e contemplação para apreciá-las em toda a sua plenitude.
É necessário tão poucas palavras para exprimir a sua essência. Os grandes discursos servem frequentemente só para confundir ou doutrinar. O silêncio é frequentemente mais esclarecedor que um fluxo de palavras. Olhe para uma mãe diante do seu filho no berço. Ela consegue muito bem tudo o que quer sem dizer nenhuma palavra.
Na realidade, as palavras devem ser a embalagem dos pensamentos. Não adianta fazer discursos muito longos para expressar os sentimentos do seu coração. Um olhar diz muito mais que um jorro de palavras.
Creio que, na sua grande sabedoria, a natureza deu-nos apenas uma língua e dois ouvidos para que escutemos mais e façamos menos discursos longos.
Se um texto não é mais bonito do que o silêncio, então é preferível não dizer nada. Esta é uma grande verdade sobre a qual os grandes dirigentes deste mundo deveriam meditar. Quanto mais o coração é grande e generoso, menos as palavras se tornam úteis...
É necessário lembrar-se do provérbio dos filósofos: as verdadeiras palavras não são sempre bonitas, mas as palavras bonitas nem sempre são verdades.
É características das grandes mentes fazer com que em poucas palavras muitas coisas sejam ouvidas. As mentes pequenas acham que têm, pelo contrário, a concessão para falar e não dizer nada. Falam futilidades, mas há aqueles que sabem o que devem escutar para colher.
Poucas palavras são necessárias para dizer "gosto muito de ti", todas as outras que poderiam ser ditas são supérfluas...
Sim e não são as palavras mais curtas e fáceis de serem ditas, mas são aquelas que trazem as mais pesadas consequências.
São necessários apenas dois anos para que o ser humano aprenda a falar e toda uma vida para que ele aprenda a ficar em silêncio.

Delicadeza das coisas simples


Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos, nas palavras, nas ações,
no jeito de olhar, no dia-a-dia e até no que não é dito com palavras,
mas fica no ar... A delicadeza amolece até a pessoa mais bruta do
mundo e disso eu tenho certeza. Quero a delícia de poder sentir
as coisas mais simples.

(Manuel Bandeira)

SEMANA PERFEITA A TODOS!