5 de outubro de 2010

O COLAR DE TURQUESAS AZUIS

O homem por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída, enquanto uma garotinha se aproximava da loja.
Ela amassou o narizinho contra o vidro da vitrina.
Os seus olhos da cor do céu, brilharam quando viu determinado objeto.
Ela entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesas azuis:
"É para minha irmã. Você pode fazer um pacote bem bonito?"
O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
"Quanto dinheiro você tem?"
Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós.
Colocou-o sobre o balcão e, feliz, disse: "Isto dá, não dá?"
Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.
"Sabe", continuou, "eu quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. Hoje é aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos olhos dela."
O homem foi para o interior da loja.
Colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez
um laço caprichado com uma fita verde.
"Tome!" disse para a garota. "Leve com cuidado."
Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia, quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou a loja.
Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
"Este colar foi comprado aqui?"
"Sim senhora."
"E quanto custou?"
"Ah!" falou o dono da loja "o preço de qualquer produto da minha loja é sempre
um assunto confidencial entre o vendedor e o freguês."
"Mas minha irmã somente tinha algumas moedas. E esse colar é verdadeiro, não é?
Ela não teria dinheiro para pagar por ele."
O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem:
"Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo que tinha!"
O silêncio encheu a pequena loja, e lágrimas rolaram pela face da jovem, enquanto suas mãos tomavam o embrulho.
Ela retornava ao lar emocionada...

A verdadeira doação é dar-se por inteiro sem restrições.

( Autor Desconhecido)

4 de outubro de 2010

Sorriso e o meu Sorriso....

Sorriso, diz-me aqui o dicionário, é o acto de sorrir. E sorrir é rir sem fazer ruído e executando contracção muscular da boca e dos olhos.



O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no acto de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida. Por aqui se vê até que ponto o que as pessoas fazem pode diferir do que dizem. Caio em completo devaneio e ponho-me a sonhar um dicionário que desse precisamente, exactamente, o sentido das palavras e transformasse em fio-de-prumo a rede em que, na prática de todos os dias, elas nos envolvem.




Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.
O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso.

Na ilha por vezes habitada




Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.

3 de outubro de 2010

SE DOER...ASSOVIE...



Olhe para o Tempo que passou...
veja todos os obstáculos que superou...
Faça um balanço de tudoque ganhou x perdeu + aprendeu =...
Olhe para a frente...não fique parado...continue...
Se cair, levante...se chorar, seque as lágrimas...
SE DOER...ASSOVIE...
Estabeleça metas e sonhos...
tenha planos e projetos...
Corra atras...
prossiga com firmeza...
não desista nunca...
Aprenda a linguagem
que fala o teu coração...
e ouça o que ele diz...
Mantenha puros os teus pensamentos,
sentimentos e emoções...
Pois o teu amanhã,
será o resultado deles hoje...
Não deixe os gritos mudos estraçalharem
o teu 'EU" interior...
Nem troque a esperança de amor,
felicidade e prosperidade...
Pelas de magoa,desilusão, solidão,
desespero e pobreza...
Aprenda a se amar e respeitar,
para saber e poder amar...
A entender as mil palavras
que um só silencio
é capaz de te dizer...
Olhe para o lado,
estenda a mão e socorra
quem precisa de você...
Mas também tenha a humildade
de pedir ajuda quando precisar...
Perceba as pequenas coisas do dia-a-dia
que aparentemente são tão insignificantes...
e aprenda a valoriza-las...
Pois é a soma delasque nos fazem rir e sonhar...
E mostram o caminho
para a felicidade nos encontrar...
E mais que tudo...
aprenda a agradecer...falando com "DEUS"...
o tempo todo...
todo o tempo...
por tudo... e por nada...
Perceba a profundidade,
a riqueza e o poder da bondade divina...
Sinta esse "DEUS" que olha
por você em todos os dias de sua vida...
Onde houver uma vontade, haverá um caminho...
Onde houver boa vontade, haverá muitos caminhos.
Mesmo em tempos tão corridos,
sempre haverá tempo
para lembrarmos das pessoas
que compartilham os mesmos caminhos.
E SE DOER...ASSOVIE...

( Desconheço Autoria)

Estação das Perdas

Há horas em nossa vida que somos tomados por
uma enorme sensação de inutilidade, de vazio.
Questionamos o porquê de nossa existência e
nada parece fazer sentido.
Concentramos nossa atenção no lado mais cruel
da vida, aquele que é implacável e a todos afeta
indistintamente: As perdas do ser humano.

Ao nascer, perdemos o aconchego,
a segurança e a proteção do útero.
Estamos, a partir de então, por nossa conta.
Sozinhos.
Começamos a vida em perda e nela continuamos.
Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo,
outras possibilidades nos surgem.
Ao perdermos o aconchego do útero,
ganhamos os braços do mundo.
Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta,
nos eleva e nos destrói.
E continuamos a perder
e seguimos a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência da infância.
A confiança absoluta na mão que segura nossa mão,
a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas
por que alguém ao nosso lado nos assegura
que não nos deixará cair...
E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar.
Por que? Perguntamos a todos e de tudo.
Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas,
irremediavelmente deixadas para trás.

Estamos crescendo.
Nascer,
crescer,
adolescer,
amadurecer,
envelhecer,
morrer.

Vamos perdendo aos poucos alguns
direitos e conquistando outros.
Perdemos o direito de poder chorar bem
alto, aos gritos mesmo, quando algo
nos é tomado contra a vontade.
Perdemos o direito de dizer absolutamente
tudo que nos passa pela cabeça sem
medo de causar melindres.
Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda
tememos dizer-lhe isso.

Receamos dar risadas escandalosamente da
bermuda ridícula do vizinho ou puxar as
pelanquinhas do braço da vó com a
maior naturalidade do mundo e ainda
falar bem alto sobre o assunto.
Estamos crescidos e nos ensinam que não
devemos ser tão sinceros.
E aprendemos.
E vamos adolescendo
ganhamos peso,
ganhamos, seios,
ganhamos pelos,
ganhamos altura,
ganhamos o mundo.
Neste ponto, vivemos em grande conflito.
O mundo todo nos parece inadequado
aos nossos sonhos
ah! os sonhos!!!
Ganhamos muitos sonhos.
Sonhamos dormindo,
sonhamos acordados,
sonhamos o tempo todo.

Aí, de repente, caímos na real!
Estamos amadurecendo, todos nos admiram.
Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados.
Perdemos a espontaneidade.
Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo.
Mas não é justamente essa a condição que nos coloca
acima (?) dos outros animais?
A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações
de modo lógico e racionalmente planejado?

E continuamos amadurecendo
ganhamos um carro novo,
um companheiro, ganhamos um diploma.
E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar,
de andar descalço, tomar banho de chuva,
lamber os dedos e soltar pum sem querer.
Mas perdemos peso!!!
Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos
e tascamos - lhe aquele beijo estalado,
mas apertamos as mãos de todos,
ganhamos novos amigos,
ganhamos um bom salário,
ganhamos reconhecimento,
honrarias,
títulos honorários e
a chave da cidade.
E assim, vamos ganhando tempo.
enquanto envelhecemos.

De repente percebemos que ganhamos algumas rugas,
algumas dores nas costas (ou nas pernas),
ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso.
e perdemos cabelos.
Nos damos conta que perdemos
também o brilho no olhar,
esquecemos os nossos sonhos,
deixamos de sorrir.
perdemos a esperança.
Estamos envelhecendo.

Não podemos deixar pra fazer algo
quando estivermos morrendo.
afinal, quem nos garante que haverá mesmo
um renascer, exceto aquele que se faz em vida,
pelo perdão a si próprio, pelo compreender que
as perdas fazem parte, mas que apesar delas,
o sol continua brilhando e felizmente
chove de vez em quando,
que a primavera sempre chega após o inverno,
que necessita do outono que o antecede.

Que a gente cresça e não envelheça simplesmente.
Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie.
Que tenhamos rugas e boas lembranças.
Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor
e um pouco de ousadia.
Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos.
E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo,
mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos,
sintam-se amados mais do que saibam-se amados.

Afinal, o que é o tempo?
Não é nada em relação a nossa grande missão.
E que missão!
Fique em Paz!




(Desconheço Autoria)

Minha Gratidão, 1 ano de Gastroplastia







Gratidão. Existem tantas coisas pelas quais sermos gratos. Pássaros cantando, borboletas adejando, o sol derramando sua energia sobre a terra, árvores e a sombra que elas nos dão, nuvens, por sua beleza e por sua chuva, a generosidade da Mãe Natureza que alimenta nossos corpos físico, emocional e espiritual, crianças brincando, o amor de nossos amigos, os confortos da vida moderna, o frescor da brisa, etc., etc. Poderíamos continuar indefinidamente com a lista das coisas pelas quais sermos gratos.

Mas mesmo assim, cercados por toda esta beleza e amor, levamos nossos dias na correria, sem parar para agradecer por tudo isto. Quantas vezes passamos por um lindo arbusto de jasmim (ou de lilases, ou de rosas) e damos graças por sua beleza cheia de cores e de aromas? Quantas vezes levantamos nossos olhos para o céu e damos graças e louvor pela vida e pela energia que o sol nos dá? Será que tomamos como certo estas coisas de tal maneira que nem ao menos as vemos mais?

Nós tomamos como certo nossa parafernália moderna, como telefones, descarga nos banheiros, computadores, máquinas de fax, televisão, geladeira, etc. Quantas vezes paramos para sentir gratidão por termos um "refrigerador" que não precisa ser carregado com pesados blocos de gelo para conservar nossas verduras frescas? Paramos para pensar nos caminhos maravilhosos que os telefones, os fax, os computadores e a internet abrem para nós? Todas estas coisas tornaram-se parte integrante de nossas vidas. Somos gratos por elas? Ou simplesmente as tomamos como certo?

E os carros? Sentimos e expressamos nossa gratidão pelo transporte e o conforto que eles nos proporcionam? E lembramo-nos do nosso veículo humano, nosso corpo? Agradecemos ao corpo físico que nos carrega pela vida? Será que o tratamos com respeito e com amor? Damos a ele o melhor da nossa atenção e cuidado? Será que damos a ele os melhores alimentos para que ele continue a nos servir bem? Ou nós o levamos ao extremo de seus limites, alimentando-o inapropriadamente, não o deixando descansar, e depois nos perguntamos porque ele está começando a "falhar" e a "dar defeito"?

Somos gratos pelo emprego que temos, pelos clientes que nos procuram, pelo dinheiro que recebemos? Sentimos e expressamos realmente nosso agradecimento, ou só vamos em frente, sentindo que o que nos vem é nosso por direito... É verdade, todas estas bênçãos são nosso "direito", como filhos de um Criador Divino; ainda assim, é nosso dever expressar agradecimento. É nosso dever expressar nossa gratidão, não apenas por meio de palavras, mas também por meio do trabalho. Devolvemos ao Universo as muitas bênçãos que ele nos concede? Compartilhamos? Amamos? O ato de dar graças, a atitude de gratidão, são as chaves para criar a vida que você deseja. Quando Jesus punha em prática seu ensinamento – "Pedi e recebereis, para que vossa alegria seja completa" (João 16:24) – ele imediatamente dava graças. Ele não esperava que o evento se manifestasse; em vez disso, dava graças antes de o resultado ser visível. Isto denota completa confiança e fé.

Temos muitos exemplos em nossa vida de quando manifestamos falta de confiança e de fé no Universo e nas pessoas que os rodeiam. Por exemplo, tome a situação onde você pede ao seu cônjuge ou a um de seus filhos que façam algo. Se você fica repetindo seu pedido o dia inteiro, é obvio que você não confia que eles vão lembrar nem fazer o que você pediu. Você está duvidando. Quando pedimos algo em nossas vidas, precisamos dar graças e sentir gratidão antes de termos a "prova". Se estivermos procurando um novo emprego, precisamos ter completa confiança de que ele vai se manifestar e dar graças pelo novo meio de vida e pelas novas oportunidades que se abrem para nós. Se estivermos orando por cura, devemos dar graças e ter fé na manifestação da cura. Temos que acreditar e sermos gratos antes de realizar-se a cura. Qualquer atitude diferente desta simplesmente denota falta de fé no Universo.

O Universo já foi descrito como sendo um grande "SIM". Ele concorda com todas as nossas crenças. Portanto, se a sua crença real é de que você não vai obter o que está pedindo, o Universo dirá SIM e você de fato não obterá o que pediu. Talvez, precisemos lembrar que Jesus não apenas dizia "Pedi e recebereis", mas também "Se tiverdes fé e não duvidardes, assim será feito". (Mateus 21:21). Já que nós criamos e atraímos aquilo em que acreditamos, se falarmos que não temos o suficiente, é isto que encontraremos na nossa realidade do dia a dia – não apenas hoje, mas em todos os dias que virão.

Lembre-se de que o Universo concorda com você e lhe dará sempre mais daquilo que você tem em você. É por isto que é tão importante sermos gratos pelo que temos, mesmo quando sentimos que "não é o suficiente", porque a gratidão abre as portas para recebermos mais. Quer sejamos gratos por coisas materiais, ou pelo amor que temos em nossa vida, a gratidão atua como um imã. "Semelhante atrai semelhante" é um ditado que se aplica também à própria gratidão. Não apenas atrairemos mais daquilo pelo qual somos gratos, mas também atrairemos a gratidão dos outros. Quanto mais amor você der, mais amor você receberá. (Estou falando de amor, não de martírio).
( Marie T. Russell )






Sou verdadeiramente grata pelas oportunidades que se abriram para mim e dou Graças à Deus por tudo que me foi e está sendo manifestado, sempre confiarei no perfeito amor de Deus e em sua bondade e misericórdia, para o Bem Maior de todos comigo envolvidos.
Estou e rendo-te Graças e dou a Ti Louvores!!!

1 de outubro de 2010

Menina mulher


Menina Mulher




Menina mulher, já dizia o Poeta: "todas as mulheres deviam ser meninas".

Mulher menina, mistura perfeita para ser desejada.

Mulher, postura firme, imponente, mas o melhor mesmo, é quando nas horas certas, se deixa, se permite, sentir a menina que tem dentro de você.

Mulher desejada, amada, se protege, difícil de entender, mas sabe que deixa um doido, quando menina se permite ser.

Menina mulher, nas suas mãos, homens pensamos ser, mas na verdade, garotos somos, frágeis, impulsivos ao poder, que tanto nos faz enlouquecer. Enlouquecer de amor, de fazer e jamais cansar de querer.

Depois de muitas travessuras, um merecido descanso as voltas dos meu braços, menina volta a ser, e me permite pensar que tive o poder de fazer você se sentir mulher.



Hélio Thompson