17 de agosto de 2010

Coador de Pano


Como todos ( ou ao menos a maioria) sabem,depois de minha GASTROPLASTIA mais que nunca me apaixonei pelo café



Sou amante de café. Só o cheirinho já me faz abrir aquele "SORRISO" e o sentimento de prazer me satisfaz de uma forma gostosa....

Desde as minhas avós o "Coador de Pano" é uma espécie de tradição. Os utensílios domésticos foram se modernizando,mas o bom mesmo é manter viva a tradição de pessoas importantes e experientes.E assim experimentando muitos outris tipos de "COADORES" cheguei à conclusão de que a adoção do "COADOR DE PANO" é a melhor escolha
Ele guarda um gostinho do café anterior e com isso, a tradicional percepção de que "panela velha é que faz comida boa".

Mas requer cuidados. Não dá pra lavar com sabão. Nem guardá-los próximos, um ao outro. Nem deixá-lo molhado em lugar fechado, ou em um lugar qualquer.

Requer cuidados de manutenção. São as condições, para que eu tenha o prazer de tomar aquele café de manhã, com aquele cheirinho, e, acompanhada ou ñ dos prazeres matinais (como a companhia de uma pessoa amada, ou um pãozinho de queijo, daqueles mineiros quentinho saindo na hora do forno) e o famoso elogiar do "huuuuummmm,que beleza de café!

São as condições.

Descobri que a vida também é assim.

A minha, ao menos.

Assim, um coador de pano.

Simples e tradicional. Com um gosto de roça que posso, sem medo decodificar de onde vem, senão de um velho e simples "SÍTIO". Com um quê de classe que nasce exatamente da simplicidade de meus avós maternos . Com um gostinho que é único e que talvez só eu mesma perceba.

Mas requer cuidados, zelo

Muitos.

Cautela, observação e organização.

Senão mofa.

E mofando, rasga, estraga, desfaz.

Aí, só pegando um novo e começado do zero. Desde o primeiro passo, que virá como o coador branquinho, com o gosto básico do que não será como o "ANTIGO" que eu não preservei e sem a referência do passado,ou daquilo e daqueles que trago na minha essência, e até começar a pegar aquele toquezinho especial pode demorar e sei que estaria até perdendo o desfrutar de um prazer inigualável...

Hoje, mesmo de tantos anos, passei café, amnahã se DEUS permitir vou passar o café de novo.

E o coador já está lavado, secando ao ar fresco, sentindo a brisa, o sussurar do vento, amanhã pode até sentir o calorzinho e o brilho do sol.





E o melhor: Esse já está antigo. Mas ainda não rasgou.

PALAVRAS E SILÊNCIO



Há algumas coisas que são lindas demais para serem descritas por palavras. É necessário admirá-las em silêncio e contemplação para apreciá-las em toda a sua plenitude.
É necessário tão poucas palavras para exprimir a sua essência. Os grandes discursos servem frequentemente só para confundir ou doutrinar. O silêncio é frequentemente mais esclarecedor que um fluxo de palavras. Olhe para uma mãe diante do seu filho no berço. Ela consegue muito bem tudo o que quer sem dizer nenhuma palavra.
Na realidade, as palavras devem ser a embalagem dos pensamentos. Não adianta fazer discursos muito longos para expressar os sentimentos do seu coração. Um olhar diz muito mais que um jorro de palavras.
Creio que, na sua grande sabedoria, a natureza deu-nos apenas uma língua e dois ouvidos para que escutemos mais e façamos menos discursos longos.
Se um texto não é mais bonito do que o silêncio, então é preferível não dizer nada. Esta é uma grande verdade sobre a qual os grandes dirigentes deste mundo deveriam meditar. Quanto mais o coração é grande e generoso, menos as palavras se tornam úteis...
É necessário lembrar-se do provérbio dos filósofos: as verdadeiras palavras não são sempre bonitas, mas as palavras bonitas nem sempre são verdades.
É características das grandes mentes fazer com que em poucas palavras muitas coisas sejam ouvidas. As mentes pequenas acham que têm, pelo contrário, a concessão para falar e não dizer nada. Falam futilidades, mas há aqueles que sabem o que devem escutar para colher.
Poucas palavras são necessárias para dizer "gosto muito de ti", todas as outras que poderiam ser ditas são supérfluas...
Sim e não são as palavras mais curtas e fáceis de serem ditas, mas são aquelas que trazem as mais pesadas consequências.
São necessários apenas dois anos para que o ser humano aprenda a falar e toda uma vida para que ele aprenda a ficar em silêncio.

Delicadeza das coisas simples


Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos, nas palavras, nas ações,
no jeito de olhar, no dia-a-dia e até no que não é dito com palavras,
mas fica no ar... A delicadeza amolece até a pessoa mais bruta do
mundo e disso eu tenho certeza. Quero a delícia de poder sentir
as coisas mais simples.

(Manuel Bandeira)

SEMANA PERFEITA A TODOS!

31 de julho de 2010

...


Presentes...

Um jovem se preparava para a formatura na universidade. Sabendo que seu pai podia lhe dar 1 bom presente,disse: um carro era tudo o que eu queria,na manhã de sua formatura,o pai o chamou em seu escritório,e disse o qto estava orgulhoso em ter um filho igual a ele,e qto o amava,e lhe entregou 1 caixa embrulhada para presente,curioso o jovem abriu a caixa e encontrou uma Bíblia,ficou desapontado,e disse: com todo o seu dinheiro,o Senhor me dá 1 bíblia?E saiu de casa.
Passados alguns anos,o jovem lembrou do seu pai,e resolve vê-lo,pois desde a formatura não o vira mais,foi ai que teve a notícia que seu pai tinha morrido,com gde arrependimento e tristeza começou olhar as coisas que seu pai tinha deixado,e encontrou a Bíblia,qdo virava as páginas,encontrou a chave de 1 carro,com a etiqueta de 1 concessionária,com a data de sua formatura,com o dizer pago á vista.

Muitas vezes perdemos as bençãos de Deus só porque não estão na embalagem que desejamos.

22 de julho de 2010

Um quintal


Moro dentro dum caixotinho mágico..


Meu quintal tem balanço,tem uma Borboleta rosa e preto, árvore com flor cheirosa e alguns frutos vermelhinhos e doces, um bem-te-vi cantador e um girassol confidente, e três amiguinhas pra comigo brincar.
Ah... é um quintal de felicidades.

Tenho uma rotina de encantos se não fosse a poeira dos dias. Uma poeira fininha, feito pó de estrelas ou calda de cometa...
Mas mesmo assim por vezes suspiro de gratidão e louvor...

Tenho também um moço bom em meu caixote que me ensinou que: os detalhes mais importantes na vida da gente são soprados pelo coração, pela simplicidade do dia a dia, e que a vida dá sempre motivos para florescer pelos olhos e transbordar pelo sorriso...

Eu acredito nele e além de florescer pelos olhos, me faz florescer também o coração.

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"Deixe que os teus sonhos criem raízes
Para que a tua vida
Seja sempre um jardim..."

(Bruno de Paula)

Simplesmente "SER"

Qualquer que seja a situação,
Há necessidade de inspirar o coração,
Dispor as alegrias,
Deixar que a paixão viva dentro de nós,
Maravilhar-se com o encanto da vida.
Usar e experimentar cada lance com prazer,
Exercitar a estrela que brilha em nosso interior,
E iluminar!

(Paty Padilha)

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Tudo no Tempo Certo...

Quando plantamos uma roseira, notamos que ela fica dormindo muito tempo no seio da terra, mas ninguém ousa criticá-la, dizendo:
"Você não tem raízes profundas"
Nós a tratamos com paciência, água e adubo.
Quando a semente se transforma em muda, não passa pela cabeça de ninguém condená-la como frágil, imatura.
Ao contrário, nos maravilhamos com o processo do nascimento das folhas seguido dos botões, e, no dia em que as flores aparecem nosso coração se enche de alegria.
Entretanto, a rosa é a rosa desde o momento em que colocamos a semente na terra até o instante em que, passado seu período de esplendor, termina murchando e morrendo.
A cada estágio que atravessa, semente, broto, botão, flor, expressa o melhor de si.

"Também nós, em nosso crescimento e constante mutação, passamos por vários estágios.
Devemos aprender a reconhecê-los antes de criticar a lentidão das nossas mudanças"


(W.Timothy Gallway)



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Nossas vidas também estão sujeitas a ciclos e estações. Todos nós experimentamos um fluxo interminável de começos e fins.
Como gostamos dos começos, temos costume de celebrar o novo. Normalmente resistimos aos finais e tentamos adiá-los. Muitas vezes, deixamos de sentir a alegria dos começos porque sabemos que todos eles escondem as sementes de algum fim. Talvez alguns finais possam ser dolorosos, mas essas dores diminuem se não resistirmos e considerarmos o tempo como um processo natural: como brotos que surgem na primavera e se desenvolvem em folhas verdes no verão, amadurecendo e tornando-se douradas no outono, e desfolhando no inverno.
Quanto mais nos permitirmos confiar no fato de que todos os finais trazem um novo ciclo, certamente diminuirá a nossa resistência ao novo.


O que para a lagarta é a tragédia da morte, para a borboleta é o milagre do nascimento.



(Eugenio Santana)